Faz tempo que não apareço aqui, antigamente, mesmo que fosse só para olhar as estatísticas vinha até esse blog. Hoje sinto uma espécie de repulsa/carinho por ele.
Tudo que escrevi aqui foi sincero, cada palavra, cada vírgula, cada ponto. E embora eu escrevesse com tom de ódio e amor ao mesmo tempo, sabia que aquilo era algo meu e não havia uma interferência do mundo exterior nas minhas palavras.
Sim, apaguei todos os textos, decisão tomada por não querer lembrar o que cada um dizia, creio que isso ajudará a aliviar o peso na consciência, tornar as coisas mais fáceis de serem lidadas.
É, como era de esperar, meu humor mudou completamente nesse mês de agosto, se tornou instável e amargo. Acho que ter tomado tempo para pensar nas coisas que aconteceram ao longo desses seis anos me fizeram rever tudo, honestamente, estou bem desapontado.
Já faz tanto tempo e mesmo assim eu não consegui superar, não consegui deixar de atribuir todos os males que me acontecem à aquilo, que merda, a verdade é que é impossível. Eu olho o que perdi naquele dia, olho também no que aquilo criou ao longo do tempo, das coisas que ensinou, tudo.
A cada dia que passa, eu sinto mais e mais essa raiva dentro de mim, não diminui, não cessa, só cresce. Sim, eu a adotei como parte do meu dia a dia, aprendti a treinar sorrisos e situações. Isso me manteve mais apto as pancadas que viriam com o tempo.
Algo morreu aqui dentro, não sinto mais vontade de nada, faço por fazer, tudo virou parte dessa maldita rotina. Tentei (e muito) lutar contra tudo isso, acreditei, sonhei, tive esperanças, tudo em prol de uma chance de ser mais otimista, mais maleável as situações, foi tudo em vão.
No pico da minha raiva, em meados de 2007/2008, me blindei de uma forma que não permitia nada, eu era motivado por uma sensação de arrogância e auto destruição, presava ao mesmo tempo a ordem e o caos dentro da minha vida.
O que me foi tirado vai fazer falta até o fim dos meus dias, mas o que mais me dói não é isso, é que a minha falta de preparo para aquilo desencadeou uma série de (fracassadas) tentativas de me manter otimista. Que erro. Que maldito erro de minha parte.
Devia ter aceito de pronto, mas achei que deixando de lado as situações existentes, tudo se resolveria, demorei para aprender a treinar os sorrisos, esconder a raiva, fingir ser parte desse mundinho sorridente.
Mas aprendi, ainda possuo falhas, não vou conseguir eliminá-las, ao menos de uma forma geral, estou tão forte, não me aproximo mais, dos próximos me afastei.
Aprendi a me questionar sobre a posição das pessoas na minha vida, a importância de cada, o esforço dado por cada uma, é analisar com frieza e não permitir devaneios.
É disso que preciso, somente eu.
Todo o resto é visto como uma distração estúpida.

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